quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

I Encontro de Orquestras de Frevo de PE - Por Ricardo Guerra

O frevo tem a marca de Pernambuco.


 Tem a força de uma bandeira.


 Embora aqui se comemore todos os ritmos carnavalescos. Frevo. Maracatu (o Rural ou Solto e o de Baque Virado). Caboclinhos de muitas tribos. Blocos líricos. Ursos e bois. E, até Escolas de Samba. Pernambuco vive o Carnaval cultural.


 Nos idos da década de 30 do século passado, o professor Waldemar de Oliveira estudou, dividiu e classificou o frevo. Sem contestações, até hoje. O frevo, então, classifica-se em: Frevo de Rua ou rasgado, que é o frevo Instrumental (metais); Frevo-Canção é instrumental, mas defendido por um cantor (a). São os frevos de Alceu Valença, do petrolinense Geraldinho Azevedo, de Carlos Fernando, de J. Michiles para citar os mais atuais e por fim, o Frevo de Bloco que é tocado por orquestra de Pau e Corda, sempre cantado por um coral, de preferência feminino.
  
No calendário carnavalesco e turístico de Pernambuco, existem os Encontros dos Maracatus Rurais, em Nazaré da Mata. Dos Caboclinhos, em Goiana. A Noite dos Tambores Silenciosos reúne no Pátio do Terço (Recife), os Maracatus de Baque Virado e a toda sua corte. Na rua do Bom Jesus (ex-rua dos Judeus), no Recife Antigo, os Blocos se encontram e dão seus recados líricos, defendendo suas famosas marchas.
Não há, contudo, em Pernambuco um encontro de Orquestras de Frevo (metais) na Capital ou em qualquer cidade do interior. Ainda que o frevo tendo o nosso DNA, seja o mais característico ritmo do Carnaval pernambucano. Vassourinhas é o seu hino e muitos pensam que o famoso frevo seja o próprio Hino de Pernambuco. Um dos nossos maiores símbolos.

Foi para preencher esta lacuna, que Gravatá na administração do prefeito Ozano Brito decidiu promover, a partir deste ano, o I Encontro de Orquestra de Frevo em Pernambuco, na segunda-feira de todos os carnavais. Neste ano, cairá no dia sete de março. O prefeito ainda teve a precaução de não concorrer com outros eventos carnavalescos na Região. Assim, não concorre com o Papangu em Bezerros (domingo) e com o Desfile de Carros Alegóricos de Vitoria de Santo Antão (domingo e terça). Gravatá escolheu a segunda-feira de Carnaval para completar a grade do reinado de Momo.

Para compreender a proposta gravataense, é preciso entender que o projeto foi captado partindo de uma estrela. Este ano, será uma estrela de cinco pontas (de Salomão). No próximo ano, poderá ter seis (de David) e depois 8, 10 ou 12. Uma l’étoile de Paris que converge para o Arco do Triunfo. Uma grande estrela. Gravatá pensa grande. Então, a parte central da estrela, em Gravatá, será a Praça Aarão Lins de Andrade, no centro (a praça da agência do Banco do Brasil). Para ali, convergirão quatro orquestras que sairão em desfile das pontas da estrela - rua do Norte, Agamenon Magalhães (leste), Amaury de Medeiros (Sudeste) e Sete de Setembro (sul) em direção à citada praça onde fica sediada a gravataense Banda XV de Novembro

 A orquestra local recepcionará cada uma das convidadas orquestras, entregando um troféu certificando ao participante sua presença ao I Encontro de Orquestra de Frevo de Pernambuco, em Gravatá. Reunidas as cinco orquestras de frevo, estas sairão em direção no Pátio de Eventos Chucre Zarzar que corresponde à ponta leste da estrela. Em palco armado junto à antiga Estação Ferroviária, se apresentarão a Orquestra de Frevos do Maestro Spok e a do Maestro Duda, intercalada pela apresentação da anfitriã 15 de Novembro.

A duração do evento será das 11h às 17 horas e espera-se a presença de mais de 80 mil foliões dentre os residentes, os moradores de condomínios, os veranistas, os segundo residentes, os turistas hospedados em hotéis e pousadas e os que se encontram de passagem pela cidade. 

A proposta é fixar a homenagem ao frevo de forma definitiva, em Pernambuco. De modo que a partir deste 2011, a segunda-feira de Carnaval será do Frevo.

 Do Frevo, em Gravatá. Em todos os carnavais.

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